Geofísica

Eletrorresistividade

Os métodos geofísicos de investigação de solo e rocha se caracterizam por adquirir dados sobre fenômenos a partir da superfície da terra. A eletrorresistividade é um método geofísico relativamente não invasivo (pois são cravados eletrodos no solo para realização da investigação) que, basicamente, emprega uma corrente elétrica artificial que é introduzida no terreno através de dois eletrodos com o objetivo de medir o potencial gerado em outros dois eletrodos nas proximidades do fluxo de corrente. As relações entre corrente elétrica, potencial elétrico e disposição geométrica dos eletrodos no terreno permitem calcular a resistividade real ou aparente em subsuperfície.

O mapeamento geofísico proposto pelo método de eletrorresistividade permite a caracterização de materiais a partir das propriedades elétricas dos mesmos em subsuperfície, para detecção de topo rochoso e de diversos tipos de contaminantes líquidos infiltrados, como chorume de aterros e até contaminantes sólidos. É utilizada especialmente para identificação de estruturas geológicas (solos, rochas, nível d’água, cavernas) para busca de zonas de falhas, fissuras e dobramentos, e auxílio em pesquisas de jazidas minerais.

Para realização dos serviços foram consideradas as informações fornecidas pelo cliente.

Os serviços geofísicos aqui propostos serão executados conforme as instruções e normas técnicas (ABNT) a seguir descritas:

  • Método de Ensaio- MT- Departamento nacional de Estradas e Rodagem
  • DNER-ME-040/95- Prospecção Geofísica pelo método da eletrorresistividade.

Caminhamento Elétrico

A técnica do Caminhamento Elétrico tem como objetivo a investigação horizontal a uma ou várias profundidades aproximadamente constantes com medidas efetuadas ao longo dos perfis. Isso é obtido fixando-se um espaçamento de eletrodos e caminhando-se com os mesmos ao longo de perfis efetuando as medidas de resistividade aparente.

Tem por objetivo a definição das variações laterais da resistividade em subsuperfície, encontrando grande aplicação no mapeamento de contatos geológicos, identificação de zonas de falhas e fraturas.

Segundo Gallas (2000), a grande vantagem da utilização deste arranjo é o fato de se tratar de um arranjo simétrico, sendo mais fácil a interpretação de uma pseudo-seção, principalmente para se determinar com segurança a posição de uma anomalia. Os dados sofrem o que se chama de inversão geofísica, e são interpretados, neste trabalho, pelo do software RES2DINV.

GPR - Georadar

O método consiste em empregar ondas de rádio entre 1 e 1000MHz para adquirir informações relacionadas à subsuperfície. Sua frequência é relacionada a profundidade, sendo que quanto maior a frequência, menor a profundidade atingida. A propagação dos sinais eletromagnéticos no subsolo é controlada por diversos fatores, entre eles a condutividade elétrica. Alta condutividade causa uma forte atenuação dos sinais eletromagnéticos. O GPR encontra larga aplicação em estudos hidrogeológicos, geotécnicos para delimitação de zonas de ruptura, falhas fraturas, imageamento de fundação, entre outros.

A maneira mais comum de se trabalhar com o GPR consiste em executar perfis de reflexão. Para executar estes perfis, o que se faz é percorrer uma linha demarcada sobre o terreno, deslocando as duas antenas do GPR ao longo desta linha, e executando leituras em pontos equidistantes.

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